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13/09/2013 - O projetista do mercado imobiliário de Osasco

Correio Paulista
Sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Por Robson Donizete

O empresário Jean Paul Cutrona está em Osasco desde 1991, há 13 anos, abriu sua empresa, Banco de Projetos, atuando na construção de condomínios horizontais e verticais, residenciais e comerciais. São mais de 70 mil metros quadrados de área construída com 1.000 unidades entregues. Jean Paul Cutrona foi considerado o empresário do ano título concedido pelo Rotary Club de Osasco. A história do jovem empresário começou na Cobernit Telhas, mas ele ficou por pouco tempo na empresa, seguiu os passos do sogro e foi para Danpris Construções. Depois montou sua própria empresa a Banco de Projetos Imobiliários. Em 13 anos de existência, atuando na construção de condomínios horizontais e verticais, residenciais e comerciais. São mais de 70 mil metros quadrados de área construída com 1.000 unidades entregues. Atualmente sua empresa é a responsável entre outros empreendimentos pelo prédio comercial Osasco Tower Center na avenida Santo Antonio, no bairro do Bela Vista e do hotel Ramada Osasco na avenida dos Autonomistas, no Centro.

O hotel é destinado ao hóspede do segmento corporativo e de classificação econômica, o projeto tem um investimento estimado em R$ 60 milhões. As unidades do Ramada já estão à venda, com preços a partir de R$ 12 mil o metro quadrado. O empreendimento tem o conceito condo-hotel, no qual o investidor pode adquirir uma ou mais unidades e lucra de acordo com a utilização de sua propriedade no hotel. A previsão é que o rendimento gire em torno de 12% ao ano, com expectativa de retorno total do investimento a partir do sexto ano de operação. O Ramada Osasco terá 160 quartos, de 21 a 23 metros quadrados, distribuídos em 16 andares. As obras devem começar entre outubro e novembro desse ano e a data para início das atividades é agosto de 2016. A expectativa para a taxa de ocupação do empreendimento é de pelo menos 70%, com diárias entre R$ 170 e R$ 190.

Como o senhor viu o crescimento de Osasco nesses anos que é empresário da cidade (ele está na cidade desde 1991)?
A construção civil é uma mola que impulsiona o crescimento da cidade e do país, ao longo dos anos os prefeitos que passaram pelo comando da cidade foram realizando fundamentos apartidários que melhoraram a performance da cidade, isso fez com que as incorporadoras de São Paulo olhassem para Osasco, hoje temos grandes incorporadoras presentes aqui.

O senhor foi um dos responsáveis pela criação da Associação das Construtoras de Osasco, como funciona?
A associação têm 16 associados. Assim que o ex-prefeito Emidio de Souza assumiu, nós criamos a associação para os construtores tradicionais da cidade que já atuavam aqui, para pleitear junto à municipalidade alterações no código de obra, ferramentas novas para o setor, pois a cidade cresceu. Atualmente, nós estamos discutindo muito a mobilidade urbana, não adianta só ter prédio e não ter infraestrutura. O prefeito Jorge Lapas está olhando com muito carinho para esse problema, ele sabe quais são os problemas, isso facilita muito. Nós também estamos em São Paulo, Barueri, Santana de Parnaíba, Carapicuíba e Jandira.

A verticalização de Osasco é iminente?
É iminente e necessária. Os terrenos estão diminuindo.

A cidade precisa de mais hotéis?
Precisa sim, hoje nós temos poucos hotéis, o último foi entregue na cidade há 11 anos. Se você chega de segunda a quinta-feira para ficar hospedado em um hotel, você não tem vaga. O pessoal do Bradesco e de outras empresas acabam encaminhando os funcionários que vem para treinamento a ficarem em São Paulo ou Barueri. Nós temos que melhorar esse quadro.

A chegada do Ramada deve acabar com esse problema?
Zerar nunca vai zerar, pois a população cresce anualmente e sempre você vai precisar de mais instalações, eu acho que no primeiro momento, o que nós estamos fazendo está sendo suficiente, daqui dois ou três anos vai poder lançar de novo.

E as salas comerciais?
Alguns investidores dizem que já chegou no limite as salas comerciais na cidade de Osasco. Eu não acredito, hoje nós temos 3500 salas, é muito pouco para uma população de 800 mil pessoas. Basta dizer que Barueri e Santana de Parnaíba têm 13 mil, só que eles têm três mil ociosos, o mercado lá deu uma sentida.

O custo para um empresário estabelecer uma empresa em um imóvel em Osasco é mais barato que Barueri e Santana de Parnaíba?
Hoje, o preço do metro quadrado está muito parecido. Nós temos atrativos, você não chega a Santana de Parnaíba ou Alphaville de trem, como nós chegamos aqui, você tem que pegar um ônibus em Carapicuíba para chegar a Alphaville.

A cidade de Osasco pode crescer ainda mais na área da construção civil?
Sim, principalmente na zona norte, na região da rodovia Anhanguera, quando nós inauguramos um empreendimento lá em 2009 a venda foi muito rápida, foi uma surpresa para nós. Não acredito que a cidade está saturada.

Qual o perfil de quem compra imóvel na cidade?
Nós temos várias faixas, dois e três dormitórios sempre foi nosso carro chefe. O limite em Osasco é de 100 metros quadrados, vendemos bastante com esse tamanho, acima disso a pessoa procura algo na cidade de São Paulo e Barueri. A cidade consegue atender desde baixa renda até alto padrão.

O senhor foi escolhido como empreendedor do ano pelo Rotary Club de Osasco, o que isso significa?
É um reconhecimento muito gratificante, fiquei muito lisonjeado, mas temos muito que fazer pela cidade, não podemos deixar títulos e prêmios mudar o que somos, tenho que ajudar na parte social, da construção civil, deixando uma cidade melhor.

Qual a receita de sucesso da sua empresa?
Olhar o mercado, ele te dá informações sutis, e às vezes exacerbadas, em resumo é focar e ficar atento ao mercado, temos que atender o anseio do público final.



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